Iluminação natural: como utilizar tetos transparentes na construção

Nada garante o frescor e a elegância da casa como a abundância de iluminação natural. E se a estrutura do seu lar não permite janelas gigantescas ou paredes de placas de vidro, fique tranquilo: tetos transparentes podem muito bem dar conta disso tudo sozinhos. Se você quer incluir a luz solar e a visão do céu à sua casa, é possível apostar em zênites, tetos de vidro ou policarbonato – cada um com uma aplicação diferente e suas próprias vantagens.

Só não esqueça, é claro, que aberturas para a área externa não são tão democráticas assim; afinal, você não vai querer um teto transparente no quarto ou banheiro se há um edifício alto nas imediações. Para os outros ambientes, está liberado!

Quer entender como funciona cada um deles? Confira a listagem abaixo antes de fazer a sua escolha.

Tetos transparentes do tipo zênite

Iluminação zenital é aquela que vem de cima e ilumina todo o ambiente. Ele surgiu como uma opção para ambientes que, por algum motivo, não podem ter janela – assim você não só tira aquele ar pesado e escuro, como ainda garante a entrada do sol para energizar o cômodo.

Eles podem ser instalados de diversas formas: com painéis horizontais, de uma ponta a outra do ambiente, ou em painéis verticais, em que se utiliza o pé-direito para instalar as placas, fazendo com que o sol bata na parede oposta. Na segunda forma, a incidência direta da luz solar não incomoda tanto os olhos e o ambiente fica muito charmoso, já que o olho não capta de imediato a fonte da iluminação.

Além disso, se você optar pelo zênite, poderá escolher entre claraboias, sheds, lanternins, cúpulas ou átrios – dependendo da estrutura disponível e do tipo de iluminação que deseja. A diferença para os tetos de vidro ou policarbonato é que, ao contrário destes, os zênites são aberturas em tetos comuns de concreto, funcionando como “janelas superiores”.

tetos transparentes
Imagem: freeimages/AbdulhamidAlFadhly


Prós

– Ambientes escuros muito mais iluminados

– Menos gastos com eletricidade durante o dia e início da noite

– Decoração diferenciada e elegante

– Alternativa a ambientes que não podem receber janelas

Contras

– A luz do sol pode ser incômoda para algumas pessoas

– Incidência solar direta pode desbotar a cor da mobília

– Custos mais elevados que uma construção convencional


Tetos de vidro

Tetos de vidro consistem em vidros laminados, compostos de duas chapas unidas por uma película de PVB (polivinil butiral), e/ou temperados, com acabamento em madeira, inox ou esquadrias de alumínio. Com tratamento refletivo ou retenção de infravermelho é possível controlar o desempenho térmico, impedindo o superaquecimento do ambiente.

Como não estilhaça nem se desprende caso quebre, o vidro é considerado uma opção segura e que ainda tem grande durabilidade. Resistente à abrasão, não amarela nem deforma, mas é pesado e precisa de uma boa estrutura para ser sustentado.

tetos transparentes
Imagem: freeimages/DavideGuglielmo


Prós

– Menos gastos com eletricidade durante o dia e início da noite

– Oferecido em diversas cores e tipos

– Visão aberta do céu durante o dia e à noite

– Dá a sensação de espaço amplo com ótima integração ao ambiente externo.

Contras

– Se mal selado, não estanca bem a água da chuva

– Retém mais calor que coberturas convencionais

– Pesado, requer estrutura mais robusta para sua sustentação


Tetos de policarbonato

Fabricado a partir de resinas de carbono, é extremamente duro e está disponível no formado de telhas ou chapas compactas, alveolares e reflexivas, que recebem tratamento antiabrasivo e têm melhor eficiência térmica. Em comparação com o vidro, é mais barato por aceitar estrutura delgada, sua instalação é mais simples e ele pode ser curvado a frio na própria obra. É 250 vezes mais resistente a impactos que o vidro laminado, aguenta temperaturas de até 120ºC sem estragar e não propaga chamas em caso de incêndio, além de ser autoextinguível.

tetos transparentes
Imagem: freeimages/ricardocolombo – Imagem de capa: freeimages/AfonsoLima


Prós

– Nível de transparência que chega a 90%

– Disponível em formas claras e opacas

– Boa resistência a alterações de temperatura

– 86% mais leves que o vidro, necessitando de estrutura mais simples

– Grande durabilidade

– Manutenção mínima

Contras

– Risca facilmente e deve ser lavado apenas com sabão neutro e água

– Processo de fabricação agressivo ao meio-ambiente

– Por oferecer altos níveis de claridade natural, pode cansar o olhar

– Não oferece grande isolamento acústico

Em qualquer um dos casos, é importante contratar sempre mão de obra especializada e ficar atento à estrutura que cada tipo de cobertura exige, para evitar acidentes no futuro. Converse com o arquiteto e descubra qual se adéqua melhor ao projeto.

Estas coberturas também podem ser retráteis, aumentando a ventilação durante o verão ou oferecendo a possibilidade de cobrir piscinas nas estações de chuva. Em alguns casos, é possível requerer até mesmo um acionamento automatizado por controle remoto.

AkiLar

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